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COHAB E FUNDAÇÃO SÍNDROME DE DOWN FIRMAM PARCEIRA INCLUSIVA.

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A Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab-Campinas) viveu um dia histórico nesta terça-feira, 2 de abril. Por meio de uma parceria com a Fundação Síndrome de Down e mediante um convênio com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), a companhia incluiu entre seus colaboradores uma estagiária que tem Síndrome de Down.

Giovanna Marcondes Mammana, 22 anos, foi selecionada entre vários candidatos e passa a prestar serviços junto ao Gabinete da Presidência.
Para Paula Chagas, assistente de mercado de trabalho da Fundação Síndrome de Down, a entidade é especialista há mais de 20 anos também neste segmento com resultados mais que positivos em empresas de telemarketing, farmácias e até grandes multinacionais como por exemplo, a Robert Bosch do Brasil.

“Uma das nossas especialidades é a formação e a inclusão no mercado de trabalho. Estamos visitando cada setor da empresa explicando que a Giovanna vai cumprir como estagiária a mesma carga horária e ter as mesmas responsabilidades, direitos e deveres que os outros funcionários. Ela é comunicativa e encantadora e pedimos que seja bem tratada como deve ser tratado qualquer colega de trabalho”, afirmou.

A nova funcionária se sentiu acolhida e adorou o ambiente. “Muito prazer, eu sou Giovanna e estou amando trabalhar aqui; recebi as boas vindas e espero, com o meu trabalho, contribuir para o crescimento da empresa”, disse.

Segundo o secretário de Habitação e presidente da Cohab-Campinas, Vinicius Riverete, a companhia está cumprindo seu papel que é investir em métodos e iniciativas de inclusão.

“Na verdade, em qualquer setor da vida, e com os portadores da Síndrome de Down não é diferente, o que as pessoas mais necessitam é de uma oportunidade. Se todos pensassem desta maneira, teríamos uma sociedade bem mais inclusiva. Vamos apostar nesta experiência, trabalhando para que o resultado seja satisfatório. Desta forma pretendemos ampliar e seguir apoiando e implantando este e outros métodos de inclusão”, completou.

Fonte: São Paulo ao Vivo

Desafios e possibilidades da inclusão no mercado de trabalho

Segundo o último censo demográfico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a população de pessoas com deficiência era de 45.606.048 pessoas. Considerando o aumento natural da população total de brasileiros, é de se esperar que este número também tenha aumentado. 

Em 2015, foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – LBI, destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania. Com a LBI, passou-se a adotar a definição de deficiência como a relação de impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial e as barreiras sociais que possam obstruir a participação plena e efetiva do indivíduo na sociedade em condições de igualdade com as demais pessoas.* Assim, a deficiência não está somente no indivíduo, mas também nas relações deste com o contexto em que está inserido e as barreiras ali encontradas. 

A temática da inclusão tem sido amplamente debatida, principalmente no contexto do mercado de trabalho. Mas por que precisamos falar de inclusão? É possível realmente realizar uma inclusão efetiva? Quais os desafios do processo de inclusão? Motivada por estes questionamentos, a Fundação Síndrome de Down propõe uma roda de conversa com o objetivo de proporcionar espaço para reflexão, discussão e compartilhamento de experiências sobre as questões relacionadas aos desafios da inclusão efetiva de pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho.

*Lei Federal nº 13.146, de 6 de julho de 2015 – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm 

“Estamos correndo atrás de nossos sonhos e não deixamos ninguém para trás”

Discriminação, baixas expectativas, barreiras de atitude e exclusão ainda são vivências comuns em suas rotinas, fazendo com que muitas pessoas com Síndrome de Down e deficiência intelectual sejam deixadas para trás.

Ao longo dos últimos anos, um grupo de adultos da Fundação Síndrome de Down, participantes do Grupo Mundo do Trabalho, vem refletindo sobre suas trajetórias, lutando para conscientizar a sociedade sobre as potencialidades das pessoas com deficiência intelectual, dar visibilidade às suas conquistas e garantir o acesso a uma vida plena em todos os espaços sociais.

Neste ano, como parte das ações de conscientização da luta das pessoas com  síndrome de Down será realizado no dia 16 de março o evento “Estamos Correndo Atrás De Nossos Sonhos e Não Deixamos Ninguém Para Trás” que contará com a presença de 25 jovens/adultos que se responsabilizarão pelo planejamento e execução de palestras relacionadas às batalhas enfrentadas ao longo dos anos para a garantia de direitos como educação e trabalho.

Acreditando que todas as pessoas devem ter oportunidades para viverem e serem incluídas em igualdade de condições em todas as esferas da sociedade com os devidos apoios necessários, este grupo compartilhará no evento suas experiências para promover mudanças na sociedade, demonstrando, através de suas narrativas, como as atitudes negativas e a falta de conhecimento sobre o potencial das pessoas com deficiência intelectual e síndrome de Down podem fazer com que muitos sejam deixados para trás e como informação, respeito, apoio e oportunidade fazem toda a diferença no processo de construção de uma sociedade inclusiva.

Explorar habilidades com estímulos à criatividade

Ateliê de artes

Ateliê de Artes oferece experiência artística para pessoas com deficiência intelectual e síndrome de down

(Por Ariany Ferraz)

Os adultos com deficiência intelectual e síndrome de down enfrentam diversas limitações socialmente impostas. Uma delas é a inclusão relacionada ao acesso à bens e produções culturais. Para enriquecer repertórios e proporcionar vivências que gerem conhecimento artístico, cultural e social surge o projeto Ateliê de Artes’. A iniciativa integra o Serviço de Apoio a Vida Adulta da Fundação Síndrome de Down (FSD). Apoiado pela Fundação FEAC por meio do Programa Mobilização para Autonomia (MOB), o projeto tem como  objetivo promover a inclusão social, qualidade de vida, autonomia e desenvolvimento pessoal por meio da arte.

A arte abre caminhos para autoestima, confiança e autonomia. O contato com as diversas linguagens artísticas permite canalizar criativamente o potencial e as habilidades dos participantes.“Trazer a possibilidade de expressão às pessoas com deficiência, por meio do uso da arte, e aumentar seu repertório cultural são essenciais também para a construção da autonomia dos indivíduos”, comentou Regiane Fayan, líder do MOB.

Escultura e modelagem com argila, desenho, crochê, pintura acrílica, guache e tridimensional. Essa são algumas das modalidades artísticas disponibilizadas no ateliê. As oficinas são destinadas a jovens e adultos a partir dos 16 anos que sejam atendidos pela instituição. Atualmente são 15 participantes divididos em três grupos com frequência às   terças e quartas-feiras das 14h30 às 16h30e também na quarta das 9h30 às 11h30.

“É um movimento de entrar em contato com a subjetividade, com o olhar integral. É um espaço onde os usuários podem explorar seus mundos, ampliar o olhar artístico e repertórios”, afirma Ana Carolina de Freitas, coordenadora do projeto. Nas atividades são trabalhadas as potencialidades de organização de pensamento e das emoções a fim de facilitar a elaboração de sentimentos e sensações por meio das linguagens artísticas.

Com foco no desenvolvimento individual, o projeto tem um conteúdo referencial, sem ser inflexível. “É um lugar de escuta. Em primeiro lugar chegar com afeto antes da pedagogia. Eu não sou um professor regular que chega com uma aula específica e um conteúdo pronto. Estou aqui para receber a individualidade, entender as necessidades e o potencial de cada um”, pontuou Rodrigo Faria, arte educador.

Ele explica que os níveis de deficiência são variados e diferentes e que o repertório de cada pessoa influencia no que vai ser ensinado. Rodrigo conta que busca explorar o próprio universo da pessoa, porque existem referenciais artísticos que são pontos de partida para o trabalho a ser desenvolvido. “Geralmente eles têm familiaridade com o lápis de cor e começam pelo desenho, que é uma coisa que já fizeram na infância. É entender o repertório que cada pessoa traz e ir complementando, ensinando”, revelou. Ana Carolina completa, “É a importância da experiência e dos olhares que cada um traz”. Assim, os participantes ficam livres para escolherem e criarem à vontade, cada um no seu ritmo, contando com uma orientação individual.

Concentrada, Ivanete Goze, 53 anos, modela cuidadosamente um vaso de argila. No ateliê há três anos ela conta que se descobriu na arte, já fez pintura, desenho e agora está adorando fazer modelagem em argila. “Eu me sinto bem melhor mesmo! Estou aprendendo um monte de coisas novas”, contou.

As atividades auxiliam em aspectos cognitivos, psicomotores, de linguagem, afetividade, entre outros. “O desenho de um participante com mobilidade reduzida costuma ser contido e minucioso, que dá certo com a pintura de cubos, já que o material é pequeno e tem vários lados, o que exige um cuidado maior. Outros alunos que são mais agitados não conseguem. Outra participante que tem um perfil mais agitado e acelerado, por exemplo, prefere a pintura em grande formatos, em tela com colher e massa acrílica. Assim ela extravasa o que está sentindo!”, comentou Rodrigo.

Já Júlio César, 37 anos não gosta de desenhar, mas tem uma paixão especial: moda. Na turma ele traz um talento único, fazer crochê. “Gosto muito de arte. Meu sonho é ser estilista e modelo”, disse com cachecóis em mãos.

Apesar do espaço ser de muita liberdade, é possível trabalhar a questão de lidar com o novo, responsabilidade, regras e tarefas. “Eu avalio se eles conseguem realizar tarefas com autonomia para, por exemplo, buscar e guardar os materiais. Eles lidam muito com a frustração também, às vezes uma cor não saiu como deveria ou se revela uma mancha. E arte é isso, é lidar com o acaso e ir improvisando”, indicou o arte educador que também avalia a aptidão para encaminhamentos ao mercado de trabalho.

Mas não é só abstração em momentos individuais, existem também as atividades em grupo. O processo  é  natural para que todos se sintam à vontade e construam algo juntos. Assim, as oficinas permitem o estabelecimento de vínculos, além da qualificação do repertório cultural de todos graças a passeios e visitas técnicas a espaços culturais que também se tornam oportunidades de inclusão social. A expectativa é que os participantes sejam capazes de apresentar vernissages e exposições dos seus trabalhos. Para o mês de dezembro está prevista mais uma exposição, para compartilhar os resultados do ano de trabalho.

Sobre o Programa MOB

O Programa Mobilização para Autonomia (MOB) é uma iniciativa da Fundação FEAC que investe em soluções com o objetivo de assegurar a inclusão efetiva das pessoas com deficiência. Se dedica a romper barreiras para que as pessoas com deficiência possam participar da sociedade e exercer plenamente seus direitos.

Informações: fsdown@fsdown.org.br

(19) 3790-2818

Fonte: https://www.feac.org.br/explorar-habilidades-com-estimulos-a-criatividade/

Autonomia e inclusão da pessoa com deficiência no território

Território de todos

Projeto Território de Todos oferece atendimento domiciliar na região Sudoeste de Campinas.

(Por Ariany Ferraz)

Entender as barreiras vivenciadas na cidade e criar possibilidades de superação. Essa é a proposta do projeto Território de Todos, que busca atender em domicílio pessoas com deficiência intelectual ou síndrome de down e suas famílias na região Sudoeste de Campinas.

A iniciativa integra o Programa Mobilização para Autonomia (MOB) da Fundação FEAC. A missão da inédita proposta é proporcionar saúde emocional, proteção social e inclusão ao inserir essas pessoas em serviços, contextos e espaços relacionados às demandas sociais. Partindo da compreensão de que a participação ativa da pessoa com deficiência no seu entorno e na vida comunitária integram a inclusão social e podem reduzir e romper muitas das barreiras existentes, o projeto trabalha o pertencimento e promove a inclusão territorial.

O projeto está sediado no Centro Comunitário do Jardim Santa Lúcia (CCJSL) que já atende a população que reside na área ao norte da região do Ouro Verde, Chácara Campos Elíseos, Jardim Santa Lúcia, Vila União, Parque Tropical e Jardim Novo Campos Elíseos. De acordo com Fernanda Baccan, assistente social no projeto, a região foi selecionada justamente porque apresenta alto índice de vulnerabilidade social e falta de equipamentos para atender a população com deficiência intelectual.

A região foi identificada por meio do “Diagnóstico Socioterritorial da população assistida pela Fundação Síndrome de Down”, que mapeou os locais utilizados pelas pessoas com deficiência intelectual e Síndrome de Down, desde espaços de lazer, cultura, esportes, educação, saúde e assistência social. Parceira da  Fundação FEAC, a Fundação Síndrome de Down é quem executa o projeto e traz sua expertise de atuação para atender o público por meio de diversas metodologias. A equipe da Fundação FEAC também contribuiu com a identificação da região graças a dados censitários que indicam grande concentração de pessoas com deficiência e alta vulnerabilidade social na localidade.

“Esse mapeamento trouxe um resultado, tanto em forma de dados quantitativos quanto de fluxos, de onde as pessoas saem, para onde elas vão e do uso que as pessoas fazem da cidade. E a gente notou que uma parcela das pessoas com deficiência intelectual fica restrita muito na residência ou no seio da família e sem muitos amigos fora do círculo familiar. Foi daí que surgiu a proposta de um projeto em que uma equipe vá até a residência das pessoas e promova aos poucos a inclusão no território em que ela vive”, explicou Marina Moreto, coordenadora técnica do projeto.

“O projeto Território de Todos foi inspirado em um dos serviços previstos na política de assistência social. Enquanto projeto piloto propusemos o recorte na pessoa com deficiência intelectual, devido às barreiras atitudinais muito presentes para este público. Propor soluções para que possamos alcançar uma sociedade para todos é a proposta do MOB”, revelou Regiane Fayan, líder do Programa MOB da Fundação FEAC.

“A Fundação Síndrome de Down acredita que pode proporcionar melhorias em seu próprio trabalho através das articulações com a rede intersetorial entendendo que a inclusão acontece quando a pessoa participa ativamente de sua comunidade, ou seja, quando diminuem ou desaparecem as barreiras para sua circulação e uso em seu território dos serviços locais de saúde, educação, lazer, cultura, assistência social, mobilidade, etc”, avaliou Ana Ligia Agostinho, responsável pela Comunicação da Fundação Síndrome de Down.

Impactos significativos e inclusão

Com uma equipe composta de cinco educadores sociais, um psicólogo, uma assistente social e uma coordenadora, o Território de Todos traz pela primeira vez para a cidade uma experiência única. “Esse é um projeto inovador, de ter um atendimento em domicílio, de pensar o território da pessoa junto com a família e por não ter limite de idade”, apontou Fernanda Baccan, assistente social.

A equipe explica que o projeto atende  uma demanda latente com oportunidades para a pessoa com deficiência e para cuidadores. “A gente percebeu que as pessoas sentem falta de algo assim, pois geralmente os cuidadores estão muito sobrecarregados e passam boa parte do tempo dedicados às pessoas cuidadas. Esse serviço é uma possibilidade de crescimento para a família, de autonomia para a pessoa assistida e de uma forma diferente e mais qualificada de viver”, esclareceu André Padoveze, psicólogo.

O fato de muitas pessoas com deficiência encontrarem diversas barreiras reduz a frequência de atividades, aumentando a permanência em casa. “É muito bom para as pessoas que estão afastadas do convívio social. As pessoas com deficiência intelectual em sua maioria evadem da escola e ficam bem reclusas ao espaço da família. Quando a gente chega elas estão eufóricas e ansiosas por poder ampliar essas relações, conhecer pessoas e criar vínculos”, avaliou Janaina Moraes, educadora social.

O interesse é comum em todas as famílias e pessoas atendidas, avalia o time. Além disso, na maioria da vezes as famílias desconhecem seu território, sua praça e  atividades que acontecem no espaços. “Então, o educador social faz essa mediação entre o usuário, a família, território e equipe técnica que acompanha a dinâmica familiar”, revelou Fernanda.

O primeiro passo é criar vínculos e estabelecer confiança a partir da escuta. “É uma relação tanto com o usuário, quanto com a família, porque ela acaba superprotegendo, o que impossibilita a criação de autonomia”, conta Janaína. “E essa inclusão tem um espectro largo para a pessoa com deficiência. É tanto voltar à escola, frequentar uma oficina artística, ou passar a frequentar a praça do bairro ou andar de ônibus sozinha”, esclarece Marina.

A equipe de educadores realiza uma série de visitas com atividade lúdicas e pedagógicas com os usuários, coletando informações sobre o que a pessoa gosta de fazer, sua história de vida, depois agenda passeios e visitas a diversos locais, além de realizar também encaminhamentos para os serviços próximos no próprio território. “A ideia é que aos poucos a pessoa se sinta confiante e segura para ir por conta própria frequentar os espaços da cidade”, afirma Marina.

“Da primeira experiência em atendimento com um jovem adulto já estamos colhendo bons resultados. Ele já começou a sair de casa e está interessado no mercado de trabalho. Está tendo uma outra perspectiva de vida”, conta Fernanda Baccan.

As pessoas atendidas chegam por meio de encaminhamentos da rede socioassistencial, como Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Centros de saúde, hospitais e serviços de saúde, de educação, programas de mercado de trabalho, entre outros. Apresentações do projeto nas escolas também estão previstas a fim de gerar novas demandas.

Romper barreiras

Neste processo estão sendo encontradas diversas barreiras. Uma dificuldade muito comum é relacionada à educação, quando por exemplo, muitas pessoas com deficiência não conseguem completar o ensino médio, ou mesmo quando finalizado têm dificuldade de ler e escrever. Sem contar a dificuldade do convívio na escola, por preconceitos e não aceitação. A Coordenadora do projeto aponta que a estrutura da sociedade que é concretizada na cidade é excludente, desde “questões simples como tomar o ônibus quanto a capacitação dos professores dentro da escola, o entendimento de uma fila de espera no centro e saúde”.

“A partir do momento que a gente entende que o acesso à cidade pelas pessoas está sendo prejudicado por falta de políticas públicas e que para conseguir fortalecer e qualificar a condição de vida das pessoas é necessário sair da nossa zona de conforto a gente decide alcançar as pessoas dentro das suas próprias casas”, indicou André Padoveze, psicólogo.

E por conta desses fatores limitantes, a proposta também é conseguir capacitar serviços e pessoas. André explica que as pessoas com deficiência não precisam ser atendidas em lugares específicos. “A ideia é sair disso, da educação especial, por exemplo. São trabalhos direcionados, mas também caracterizam uma segregação. A ideia é a gente conseguir criar circunstâncias de capacitar espaços e famílias para assegurar que as pessoas com deficiência estejam na escola, nos serviços de convivência, de todos, não específicos. São as duas coisas, serviços  e pessoas aptas a darem condições de acolhida para todos”, concluiu.

Sobre o Programa MOB

O Programa Mobilização para Autonomia (MOB) é uma iniciativa da Fundação FEAC que investe em soluções com o objetivo de assegurar a inclusão efetiva das pessoas com deficiência. Se dedica a romper barreiras para que as pessoas com deficiência possam participar da sociedade e exercer plenamente seus direitos.

Fonte: https://www.feac.org.br/autonomia-e-inclusao-da-pessoa-com-deficiencia-no-territorio/

Judith Scott: a arte bruta e pessoa com deficiência intelectual

e9eb87c0e5f81feb09491342e1d576daAo considerar os artistas aqueles que, pela experimentação estética, pretendem comunicar algum conteúdo à seu público – conteúdo esse aberto a diversas interpretações -, como explicar a expressão de pessoas que, sem a intenção de se autointitularem artistas, possuem uma produção de alta qualidade estética? Aliás, quem diz o que é e não é arte? Quais são os locais apropriados para o que é nomeado arte?

Esses questionamentos e o encontro com as produções criativas de pacientes psiquiátricos fizeram com que o artista plástico francês Jean Dubuffet criasse o termo Arte Bruta. Art Brut (em francês) se trata de uma produção que afirma-se por rejeitar o que é dominantemente considerado arte e é realizada por pessoas que, sem formação artística, deixam emergir, espontaneamente, suas possibilidades criativas.

Esse parece ser o caso de Judith Scott. Judith, falecida em 2005, aos 61 anos, era diagnosticada com a Síndrome de Down e perdeu a audição na infância devido a febre escarlate. Por ser compreendida como uma criança ineducável, foi encaminhada pela família para uma instituição especializada de tempo integral. Já adulta, é retirada da instituição por sua irmã gêmea Joyce e passa a frequentar o Creative Growth Art Center, em Oakland, Califórnia, onde começa uma intensa jornada de expressão e criatividade.

Essa palestra pretende criar um paralelo entre história da arte, o interesse pela expressão criativa daqueles não considerados artistas e inclusão cultural pela expressão criativa.

Palestrante: Agda Brigatto. Doutoranda em Saúde, Interdisciplinariedade e Reabilitação – FCM/Unicamp

6ª Caminhada pela Inclusão

Fundação Síndrome de Down e Ceesd promovem 6ª Caminhada pela Inclusão

Entidade oferece16603142_1213059232110948_4492008438418438917_n roda de capoeira e convida usuários e familiares a participar

Em dedicação ao Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, a Fundação Síndrome de Down e o CEESD (Centro de Educação Especial Síndrome de Down) promovem a 6ª Caminhada pela Inclusão.

O evento é uma comemoração pelas conquistas das pessoas com Síndrome de Down no dia a dia dentro da sociedade, um dos principais pilares das instituições.

Neste evento, as entidades, além de convidar usuários, familiares e toda a sociedade, apresentará uma roda de capoeira, uma das atividades oferecidas em sua sede, em Barão Geraldo as segundas e quartas tanto para seus usuários quanto para a comunidade em geral.

A caminhada é aberta ao público e para participar deste importante evento, basta adquirir a camiseta que custa R$ 25,00 pelos telefones: 3252-2311 (CEESD) ou 3790-2818 (FSD) ou nas sedes das entidades.  

Além da caminhada acontecerão outros eventos durante a semana de 19 a 25 de março.

 

Lançamento Banco de Currículos e Vagas

A Fundação Síndrome de Down convida a todos para o evento de lançamento do Banco de Currículos e Vagas  para candidatos com deficiência e empresas .

A ferramenta é gratuita e pretende facilitar o contato entre empresas e pessoas com deficiência, assim como aumentar as chances de colocação profissional.

Este site é um produto do projeto de expansão do Serviço de Formação e Inclusão no Mercado de Trabalho, financiado pelo Pronas/Ministério da Saúde.

Dia: 21 de julho

Horário: 09h00 às 12h00

Confirmar presença até 29/07 através do e-mail admpronas@fsdown.org.br

 

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Fundação Síndrome de Down abre vagas para Curso de Iniciação ao Trabalho

 Primeira turma de 2016 já está formada e apta para começar a trabalhar

A Fundação Síndrome de Down, de Campinas, está com vagas abertas para a segunda turma de 2016 do Curso de Iniciação ao Trabalho (CIT), pioneiro em Campinas e que já empregou 100 usuários. As aulas começam em junho e, por meio de práticas e teorias, formam jovens com deficiência intelectual acima de 17 anos para o primeiro contato com o mercado de trabalho. São oferecidas 12 vagas e as inscrições podem ser feitas até o próximo dia 25 de maio na instituição ou pelo telefone (19) 3790.2818. O curso é gratuito.

Dividido em quatro módulos (Quero trabalhar, por onde começo?; O que é mercado de trabalho?; Compreendendo o ambiente laboral e Ampliando conhecimentos), com encontros três vezes por semana, o novo modelo implementado este ano traz importantes reflexões e vivências relacionadas à sondagem de interesses e desejos, expectativas sobre o trabalho, etiqueta empresarial e comportamento nas redes sociais, entre outros aspectos comuns ao cotidiano profissional. As aulas do CIT acontecem de segunda, quarta e sexta-feira, das 13h às 16h, na Fundação. 

O objetivo do curso é atender as necessidades e minimizar as dificuldades do primeiro contato com o mercado de trabalho. Os alunos recebem toda orientação necessária para iniciarem uma vida profissional e assim garantirem mais autonomia e independência”, explica Paula Chagas, assessora ao mercado de trabalho da Fundação Síndrome de Down. Para complementar a grade do CIT, a instituição promoverá o Foco no Trabalho, iniciativa para trazer profissionais de diversas áreas para abordar e conversar com os usuários sobre temas relacionados à profissão e ao mercado de trabalho.

Prontos para trabalhar 

A primeira turma do CIT 2016, concluída em abril, formou oito usuários e agora eles estão preparados para ingressar na segunda etapa do projeto que inclui a vivência prática profissional em uma empresa, indústria ou comércio. Para isto, a Fundação Síndrome de Down está em busca de parceiros. “Oferecemos todo suporte e acompanhamento relacionados aos tópicos da lei de cotas e ferramentas para o processo de inclusão da pessoa com deficiência na empresa. Estamos com pessoal disposto e apto à trabalhar. A contratação de pessoas com deficiência gera mais independência e responsabilidade e traz, sem dúvidas, muitos benefícios para quem divide as atividades de trabalho com elas e para o ambiente como um todo”, destaca Paula. Para empresas, comércios e indústrias interessadas, entrar em contato com a Fundação Síndrome de Down pelo (19) 3790.2818.

Professores da rede municipal participam de palestra sobre Síndrome de Down

Evento marca as atividades da Semana da Síndrome de Down, realizada pela Secretaria Municipal de Educação, por meio da Coordenadoria de Educação Especial

Professores da rede simonemunicipal de ensino participaram na última terça-feira (22) da palestra Síndrome de Down e Possibilidades Educacionais, ministrada pela pedagoga Simone Silva, da Fundação Síndrome de Down de Campinas. A palestra abriu o debate sobre a síndrome e capacitou profissionais para aplicações pedagógicas em sala de aula.

O evento contou também com a presença dos secretários Eduardo de Moraes (Governo e Relações Institucionais) e Elizabeth Cilindri (Educação).

Antes da palestras, ainda houve apresentação cultural de alunos com deficiência da rede municipal de ensino.

A palestra integra a programação da Semana da Síndrome de Down, que inclui também panfletagem, ações de conscientização nas escolas municipais e reuniões de orientação e troca de experiência com pais de alunos com a síndrome.

As ações visam conscientizar a população sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março). O objetivo das atividades é conscientizar a população a respeito da síndrome, que apresenta como principal sintoma a deficiência intelectual dos indivíduos.

Em todo o mundo, a síndrome atinge uma em cada 700 crianças.
As atividades serão desenvolvidas para que quem tem a síndrome se integre ainda mais à sociedade, livre de preconceito.

 

Ainda na quarta-feira (23), durante todo o dia, foram realizadas atividades de conscientização em todas as escolas da rede municipal de ensino. No mesmo dia, às 14h, aconteceu café com pais de alunos com a Síndrome de Down, no Caee Ettore Zuntini, para trocas de experiências e depoimentos sobre a inclusão destes alunos na rede municipal de ensino.

Segundo as informações da Coordenadoria de Educação Especial, 20 alunos com Síndrome de Down estão matriculados na rede municipal de ensino, em unidades como as Emefs Tereza Collete Ometto (Jardim Nossa Senhora Aparecida) e Professor Joel Job Fachini (Jardim das Nações).

Fonte: http://www.araras.sp.gov.br/noticias/17300