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“Estamos correndo atrás de nossos sonhos e não deixamos ninguém para trás”

Discriminação, baixas expectativas, barreiras de atitude e exclusão ainda são vivências comuns em suas rotinas, fazendo com que muitas pessoas com Síndrome de Down e deficiência intelectual sejam deixadas para trás.

Ao longo dos últimos anos, um grupo de adultos da Fundação Síndrome de Down, participantes do Grupo Mundo do Trabalho, vem refletindo sobre suas trajetórias, lutando para conscientizar a sociedade sobre as potencialidades das pessoas com deficiência intelectual, dar visibilidade às suas conquistas e garantir o acesso a uma vida plena em todos os espaços sociais.

Neste ano, como parte das ações de conscientização da luta das pessoas com  síndrome de Down será realizado no dia 16 de março o evento “Estamos Correndo Atrás De Nossos Sonhos e Não Deixamos Ninguém Para Trás” que contará com a presença de 25 jovens/adultos que se responsabilizarão pelo planejamento e execução de palestras relacionadas às batalhas enfrentadas ao longo dos anos para a garantia de direitos como educação e trabalho.

Acreditando que todas as pessoas devem ter oportunidades para viverem e serem incluídas em igualdade de condições em todas as esferas da sociedade com os devidos apoios necessários, este grupo compartilhará no evento suas experiências para promover mudanças na sociedade, demonstrando, através de suas narrativas, como as atitudes negativas e a falta de conhecimento sobre o potencial das pessoas com deficiência intelectual e síndrome de Down podem fazer com que muitos sejam deixados para trás e como informação, respeito, apoio e oportunidade fazem toda a diferença no processo de construção de uma sociedade inclusiva.

Professores da rede municipal participam de palestra sobre Síndrome de Down

Evento marca as atividades da Semana da Síndrome de Down, realizada pela Secretaria Municipal de Educação, por meio da Coordenadoria de Educação Especial

Professores da rede simonemunicipal de ensino participaram na última terça-feira (22) da palestra Síndrome de Down e Possibilidades Educacionais, ministrada pela pedagoga Simone Silva, da Fundação Síndrome de Down de Campinas. A palestra abriu o debate sobre a síndrome e capacitou profissionais para aplicações pedagógicas em sala de aula.

O evento contou também com a presença dos secretários Eduardo de Moraes (Governo e Relações Institucionais) e Elizabeth Cilindri (Educação).

Antes da palestras, ainda houve apresentação cultural de alunos com deficiência da rede municipal de ensino.

A palestra integra a programação da Semana da Síndrome de Down, que inclui também panfletagem, ações de conscientização nas escolas municipais e reuniões de orientação e troca de experiência com pais de alunos com a síndrome.

As ações visam conscientizar a população sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março). O objetivo das atividades é conscientizar a população a respeito da síndrome, que apresenta como principal sintoma a deficiência intelectual dos indivíduos.

Em todo o mundo, a síndrome atinge uma em cada 700 crianças.
As atividades serão desenvolvidas para que quem tem a síndrome se integre ainda mais à sociedade, livre de preconceito.

 

Ainda na quarta-feira (23), durante todo o dia, foram realizadas atividades de conscientização em todas as escolas da rede municipal de ensino. No mesmo dia, às 14h, aconteceu café com pais de alunos com a Síndrome de Down, no Caee Ettore Zuntini, para trocas de experiências e depoimentos sobre a inclusão destes alunos na rede municipal de ensino.

Segundo as informações da Coordenadoria de Educação Especial, 20 alunos com Síndrome de Down estão matriculados na rede municipal de ensino, em unidades como as Emefs Tereza Collete Ometto (Jardim Nossa Senhora Aparecida) e Professor Joel Job Fachini (Jardim das Nações).

Fonte: http://www.araras.sp.gov.br/noticias/17300

Sucesso na implementação da nova Lei Brasileira de Inclusão depende da sociedade, defende Fundação Síndrome de Down

FSD-362Órgãos públicos e famílias precisam se posicionar com empenho para efetivar a lei

O maior desafio da nova Lei Brasileira de Inclusão, em vigor desde janeiro deste ano, será a sociedade, de acordo com Lenir Santos, vice-presidente da Fundação Síndrome de Down, localizada em Campinas. Para ela, a lei está de acordo com a Convenção Internacional da ONU e por isso constitui em um grande avanço, porém, para que as resoluções tragam benefícios concretos às pessoas com deficiência, é preciso que haja uma mudança no comportamento e pensamento da comunidade. Lenir acredita que “o importante agora é a sociedade se modificar para o cumprimento da lei, tanto quanto os órgãos públicos e as famílias, uma vez que nem sempre as leis se tornam realidade”.

Para a coordenadora geral da Fundação Síndrome de Down, Carolina Freire de Carvalho, a falta de informação e conhecimento ainda é o maior obstáculo para as famílias. “A gente sempre faz palestras, bate-papos aqui na Fundação porque boa parte das famílias não conhece os seus direitos e isso é um obstáculo comum para a lei se fazer valer”, aponta. A lei brasileira de inclusão – lei 13.146, de 2015, recentemente editada, é um avanço na conquista de direitos das pessoas com deficiências. No Congresso Nacional desde 2009, foi sancionada e publicada em 2015 e entrou em vigor em janeiro de 2016.

O texto traz mudanças que precisam ser incorporadas nas políticas públicas brasileiras, pela sociedade em geral, pelas escolas, pela área da saúde, poder judiciário etc. “É imprescindível, para efetivação da lei, que estas instituições estejam preparadas e dispostas para receber a pessoa com deficiência e entendê-la como parte integrante e agente”, destaca a coordenadora.

A lei trata de várias questões como a escola inclusiva, que deve de fato ser uma escola para todos, capaz de atender às necessidades diversas das pessoas para a garantia de seu direito de estar na instituição de ensino e lá desenvolver seu conhecimento; o direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não discriminação; o direito ao acesso a serviços de habilitação e reabilitação; direito à moradia digna; direito ao trabalho; acessibilidade e transporte adequado; direito à participação na vida pública e política e direito a contrair matrimônio.

“A lei traz avanços como a mudança do conceito das pessoas com deficiência tratadas como doentes tanto que antes se usava o código de doenças do Código Internacional de doenças para classificá-las. Hoje isso se dá conforme a capacidade das pessoas. Outro destaque é a curatela ser apenas para as graves situações de impossibilidade de a pessoa tomar suas próprias decisões precisando ser interditadas”, esclarece Lenir Santos.

A tomada de decisão apoiada passa a ser uma escolha da pessoa superando a obrigatoriedade da interdição. “É um avanço por permitir à pessoa com deficiência eleger duas pessoas idôneas para prestar-lhe apoio na tomada decisão sobre atos de sua vida civil. Essa é uma escolha da pessoa com deficiência e supera a necessidade de curatela quando a pessoa tiver essa capacidade de decisão. Isso é um avanço ímpar”, defende Lenir.

De acordo com ela, ainda há uma questão que merece ser discutida: o direito de receber pensão por morte de seus responsáveis ao mesmo tempo em que exerce o trabalho. “A proposta de reduzir a pensão nesse período em 30% ficou em aberto e será objeto de cada legislação específica referente aos servidores públicos e da previdência privada”, explica.

Food trucks e bikes invadem a Fundação Síndrome de Down

IMG_20151203_110609501Evento gastronômico e exposição, no sábado, dia 12, marcam  o encerramento das atividades da instituição.

Oito food trucks e bikes estacionam na Fundação Síndrome de Down no próximo sábado, dia 12, das 10h às 15h. O evento encerra as atividades do ano da instituição em grande estilo, garantindo uma diversidade interessante de pratos saborosos com preço máximo de R$ 20. Roda de samba, feira de troca de brinquedos e a mostra artística integram a programação do evento cuja parte da renda será revertida para a instituição.

Entre os participantes dos trucks estão Antonello Food Bike, com os canoles, as redondas do Madruga Pizzas, Monte Cogumelos Gourmet, Tasty, os doces de Vivi Ávila, chopp e vinho e os inesquecíveis lanches da Vivi Góes Food Bike.

A mostra Territórios: o Corpo, o Mundo, o Outro e a Arte reúne trabalhos de 21 usuários produzidos no Ateliê, em 2014 e 2015, utilizando técnicas variadas e mostrando a relação de cada indivíduo com o mundo. A exposição estará aberta à visitação no Espaço Thomaz Perina durante todo o evento.

Com o objetivo de promover o entrosamento e a socialização entre as crianças, haverá uma feira de trocas de brinquedos usados, uma experiência enriquecedora para dar novos significados a objetos antigos e reafirmar que as relações não precisam ser pautadas pelo consumismo.

A Fundação convida quem toca instrumentos para uma roda de samba aberta, uma forma divertida de confraternização, valorizando a espontaneidade e as ações colaborativas a partir das 12h30.

O evento conta com o apoio da Totvs.

SERVIÇO:

O quê: Food bikes e trucks na Fundação Síndrome de Down

Quando: dia 12/12, das 10h às 15h

Onde: Sede da instituição (Rua José Antonio Marinho, 430, Barão Geraldo, fone: 3289-2818)

Quanto: entrada franca

Alunos da escola Agostinho Pattaro

Optar por escolas inclusivas pode definir a pessoa que seu filho vai se tornar

Alunos da escola Agostinho Pattaro
Alunos da escola Agostinho Pattaro

Fundação Síndrome de Down alerta para escolhas realizadas por pais de crianças sem deficiência

Em época de “matrículas abertas” na fachada das escolas vale refletir sobre as escolhas de onde matricular os filhos. Optar por escolas inclusivas mesmo que seu filho não tenha nenhuma deficiência é extremamente recomendável para o adulto que ele vai se tornar.

Para Carolina Freire de Carvalho, coordenadora geral da Fundação Síndrome de Down, a convivência com as diferenças faz a pessoa se tornar um adulto mais flexível. “Uma pessoa que conviveu ao longo de sua vida cotidiana com as diferenças tende a ser um adulto com pensamento mais flexível e tem acesso a modelos sociais mais amplos, e, portanto, estará melhor preparado para viver numa sociedade diversificada”, ressalta.

Recentemente a entidade realizou um levantamento juntos aos usuários em idade escolar (entre 6 meses e 18 anos) que revelou que 62% estão matriculados em escolas públicas enquanto 38% frequentam escolas privadas.

O número não surpreende quem convive com esta realidade: muitas escolas privadas relutam em receber alunos com alguma deficiência, principalmente a intelectual.

Isso acontece, principalmente, porque todas as escolas devem, desde 2008, seguir a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, mas as escolas públicas costumam estar mais adequadas a esta política.

As instituições particulares que fecham as portas não sabem, no entanto, os benefícios que aceitar crianças com deficiência podem trazer para os demais alunos da escola e para a própria instituição. “A escola inclusiva proporciona uma convivência e desenvolvimento humanos em um espaço de diferenças, que considera cada um em sua singularidade no processo de ensino-aprendizagem e de convívio social, desenvolvendo respeito mútuo e uma postura inclusiva perante a vida”, explica Carolina.

De acordo com Daniel Nascimento, pedagogo e coordenador de processos da Fundação Síndrome de Down, o principal relato das mães de pessoas com deficiência intelectual ainda é negar a matrícula. “Dentre as reclamações que ouvimos de pais de pessoas com deficiência intelectual, a principal é a negativa à matrícula. Ainda que há anos já tenhamos legislação proibindo este tipo de discriminação, são incontáveis os relatos que temos de escolas que negaram a matrícula ao saberem que o estudante tinha deficiência intelectual. Outra reclamação que ouvimos sistematicamente diz respeito à qualidade da educação oferecida. Muitos pais, corretamente, questionam os métodos e apoios oferecidos por suas escolas, exigindo que sigam exatamente a legislação vigente. Querem, com isso, que seus filhos de fato sejam incluídos em todos os processos relativos à vida escolar sem serem excluídos de algumas disciplinas ou conteúdos”, relata.

Não são raros os pais com filhos na Fundação e com condições de pagar por escolas particulares, mas que optaram pelas públicas por entenderem que teriam acesso à uma educação de melhor qualidade com essa mudança.

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4º Fórum Internacional Síndrome de Down

A Fundação Síndrome de Down promove seu 4º Fórum Internacional sobre Síndrome de Down em maio de 2015, na cidade de Campinas, nos dias 20, 21,22 e 23.

O presente Fórum contará com palestrantes nacionais e internacionais e o destaque será a autonomia das pessoas com Síndrome de Down e sua capacidade de ter uma vida plena de acordo com as suas potencialidades. Serão abordados temas que visam à oportunidade de chances a todos, sem discriminação alguma, reafirmando que as pessoas com Síndrome de Down não são doentes e por isso não devem ser submetidas a tratamentos, mas sim a garantias de oportunidades familiares, escolares, sociais, laborais e afetivas. A sociedade tem se assombrado com as respostas que elas estão dando quando são consideradas como pessoas que têm direito de viver uma vida autônoma. Se lhes garantem os meios, elas respondem à altura. Quais os passos que todos precisam dar para que a pessoa com Síndrome de Down seja vista como sujeito de direitos e obrigações, sem discriminação e preconceitos.

Público alvo

Psicólogos, médicos, educadores, pedagogos, terapeutas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pais e familiares de pessoas com deficiência, estudantes e pessoas interessadas no assunto.

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: www.fsdown.org.br/forum

A Roda de Conversa é um evento mensal no qual o público em geral é convidado a debater os temas propostos com o objetivo de esclarecer dúvidas, trocar experiências e se desafiarem.

Roda de Conversa

A Fundação Síndrome de Down, promove dia 25 de abril (sábado) mais uma “Roda de Conversa”.

O evento será realizado das 09h30 às 11h30, na sede da entidade (Rua José Antônio Marinho, 430, Barão Geraldo, Campinas/SP).

Dando continuidade aos encontros anteriores relacionados a “Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (ONU, 2006)” neste mês, a Roda de Conversa terá como tema “Comunicação e a pessoa com deficiência”.

O objetivo deste encontro é enfatizar que a comunicação não se limita apenas a fala, mas também envolve gestos, sons, expressões faciais e corporais que podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões e posicionamentos.

Os interessados em participar do evento podem fazer inscrição gratuita, basta preencher o formulário neste link: https://docs.google.com/forms/d/1-0FxK-TssnbNhBuELHCXm3gbpwdLIbUE4i7_hphFwmA/viewform

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Fundação Síndrome de Dowm abre inscrições para 4º Fórum internacional 

capa-230x230mm-v2.inddEvento acontece na Unicamp e reúne especialistas internacionais

A Fundação Síndrome de Down (FSD) realiza entre 20 e 23 de maio 4º Fórum Internacional Síndrome de Down, cujo tema é “A cada passo me preparo para minha vida”, com inscrições abertas.

Durante quatro dias haverá lançamento de livro, debates, encontros com especialistas a respeito da autonomia das pessoas com síndrome de down e sua capacidade em ter uma vida plena, de acordo com suas potencialidades, sem discriminação.

Na programação também haverá um encontro para pessoas com deficiência intelectual acima de 16 anos discutirem a respeito de seus direitos.

“Na realidade, a sociedade tem se assombrado com as respostas que as pessoas com síndrome de down estão dando quando são consideradas pessoas que têm o direito de ter uma vida autônoma”, comenta Lenir Santos, presidente da Fundação Síndrome de Down.

Entre os convidados, destaque para Beatriz Garvía, Josep Ruf Aixas, Andy Trias, todos da Fundação Catalana, Alfredo Jerusalinsky, doutor em educação e desenvolvimento da USP, Carlo Lepri, pedagogo italiano, Alberto Costa, pai, médico e pesquisador na Universidade Case Western Reserve, de Cleveland, Catriona Hippman, conselheira genética da Universidade de Columbia Britânica (Canadá) entre outros profissionais que se destacam em suas áreas (confira a programação completa no site http://www.fsdown.org.br/forum/programacao.htm)

No dia da abertura, 20 de maio, às 19h, será lançado o livro Mude seu Olhar, a respeito dos direitos das pessoas com síndrome de down e haverá apresentação do músico Dudu do Cavaco, de Belo Horizonte.

O encontro acontece no Auditório do Centro de Convenções da Unicamp, comemora os 30 anos da FSD e conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Inscrições e programação: www.fsdown.org.br/forum

Espaços Temáticos – Inscrições Abertas

Neste mês de fevereiro, a Fundação abre vagas para atividades e curso destinados a jovens e adultos com deficiência intelectual. As aulas serão realizadas na sede da entidade, localizada à Rua José Antônio Marinho, 430, distrito de Barão Geraldo, Campinas/SP, em diversos dias da semana.

Além de atividades voltadas às artes, oferecidas no espaço ‘Ateliê’ e de dicas sobre tecnologia e navegação, no ‘Espaço Digital’, a instituição também abre vagas para pessoas alfabetizadas aprimorarem a leitura e a escrita, nas aulas de Português Instrumental e contato com o mundo do trabalho, durante o Curso de Iniciação ao Trabalho, aulas de capoeira e lazer. Confira abaixo os horários: 

Atividades e Curso

  • Ateliê: Segundas-feiras, das 13h45 às 16h50, sextas-feiras, manhã das 9h30 às 12h00 e a tarde 13h45 às 16h15.
  • Português Instrumental: Segundas-feiras, das 17h30 às 19h00
  • Capoeira: Segundas e Quartas – 19h00 às 20h00
  • Curso de Iniciação ao Trabalho: Terças e Quintas das 10h00 às 12h00
  • Espaço Digital: Quartas-feiras, das 17h30 às 19h
  • Lazer: Quintas – 19h00 às 21h00

Para se inscrever, o interessado ou responsável deverá comparecer na sede da instituição para efetuar a matrícula.  As aulas são gratuitas para moradores de Campinas/SP.

Informações: cursos@fsdown.org.br