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Desafios e possibilidades da inclusão no mercado de trabalho

Segundo o último censo demográfico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a população de pessoas com deficiência era de 45.606.048 pessoas. Considerando o aumento natural da população total de brasileiros, é de se esperar que este número também tenha aumentado. 

Em 2015, foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – LBI, destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania. Com a LBI, passou-se a adotar a definição de deficiência como a relação de impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial e as barreiras sociais que possam obstruir a participação plena e efetiva do indivíduo na sociedade em condições de igualdade com as demais pessoas.* Assim, a deficiência não está somente no indivíduo, mas também nas relações deste com o contexto em que está inserido e as barreiras ali encontradas. 

A temática da inclusão tem sido amplamente debatida, principalmente no contexto do mercado de trabalho. Mas por que precisamos falar de inclusão? É possível realmente realizar uma inclusão efetiva? Quais os desafios do processo de inclusão? Motivada por estes questionamentos, a Fundação Síndrome de Down propõe uma roda de conversa com o objetivo de proporcionar espaço para reflexão, discussão e compartilhamento de experiências sobre as questões relacionadas aos desafios da inclusão efetiva de pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho.

*Lei Federal nº 13.146, de 6 de julho de 2015 – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm 

FALA: UMA CONSTRUÇÃO COGNITIVA E SOCIAL

A Fundação convida para um encontro que pretende levar os participantes a refletir sobre os processos cognitivos e sociais que vivemos para construir a fala!

“Quanto ao adestramento, ele conduz à formação de uma pseudoimitação muito mais fácil de adquirir, logo, mais precoce e cujo êxito, alimentado pela educação, pode ocultar as manifestações da assimilação espontânea”.

Palavras de Jean Piaget no livro “A formação do símbolo na criança” – Imitação, Jogo e Sonho – Imagem e Representação” de 1964, página 34.

Data: 24 de abril (segunda)

Turma 1: 10 às 12h

Turma 2: 14 às 16h

INSCRIÇÃO GRATUITA

Para participar, envie e-mail com nome, formação e telefone para comunicacao@fsdown.org.br

Fundação Síndrome de Down realiza encontro sobre modelo social de atenção

No próximo dia 30 de janeiro, segunda-feira, a Fundação Síndrome de Down (FSD), entidade conveniada à Fundação FEAC, promove o evento “Modelo social de atenção à pessoa em situação de deficiência”. Durante a exposição do modelo social e as diferenças em relação ao modelo médico, os profissionais da instituição irão discutir o conceito ‘pessoa com deficiência e normal’.

Para participar do encontro, que acontece das 9h30 às 12h30, na sede da instituição (Rua José Antônio Marinho, 43 – distrito de Barão Geraldo, Campinas/SP), os interessados devem enviar e-mail para comunicacao@fsdown.org.br até o próximo dia 27. O evento é gratuito e visa capacitar profissionais e familiares interessados nos temas relacionados às pessoas com deficiência.

Fundação Síndrome de Down

A Fundação Síndrome de Down, que atua em Campinas desde 1985, tem como missão promover o desenvolvimento integral da pessoa com síndrome de Down nos aspectos físico, intelectual, afetivo e ético. Sua equipe técnica interdisciplinar é formada por profissionais de assistência social, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, pedagogia, terapia ocupacional e neuropediatria. A Fundação conta ainda com a consultoria de profissionais especializados nas áreas da psiquiatria, além de manter permanente contato com referências nas áreas de organização de serviços para pessoas com síndrome de Down e inclusão no mercado de trabalho.

Serviço

Encontro “Modelo social de atenção à pessoa em situação de deficiência”

Data: 30 de janeiro, segunda-feira

Horário: 9h30 às 12h30

Local: Rua José Antônio Marinho, 430, distrito de Barão Geraldo, Campinas/SP.

Nota de agradecimento a M51

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Campinas, 22 de dezembro de 2016.

À M51
Orlando, Carlão, Dani e equipe
Ref.: Agradecimento pela campanha
A Fundação Síndrome de Down,  conta com incentivos fiscais como a destinação de imposto de renda para manter o funcionamento e a qualidade no atendimento de 200 usuários.

Para arrecadar este recurso, é fundamental realizar uma campanha de incentivo à sociedade, tornando conhecida a destinação e a opção de escolher uma entidade para receber parte do imposto.

Este ano, a Fundação foi privilegiada com uma campanha completa criada pela agência M51 Criatividade Estratégica, que novamente demonstra envolvimento e compromisso social, doando a excelência na área de comunicação a favor da inclusão.

A campanha é composta por spot para rádio, filme, anúncios, outdoor, e-mail marketing e peças para as redes sociais, destacando a palavra ‘Down’ (dá-um) apresentando o que a Fundação faz, vinculando ao apoio que o destinador pode dar ao futuro das pessoas atendidas pela entidade.

Além de criar a campanha, a M51 foi em busca de seus parceiros para conseguir veicular e alcançar o maior público possível, em espaços que a instituição não teria acesso sem o trabalho voluntário da agência.

Faltam-nos palavras para agradecer a gentileza e o compromisso de toda a equipe da M51 a favor de todas as famílias atendidas nesta entidade.
Muito obrigado, um abraço!!

Fundação Síndrome de Down

A Fundação realiza exposição de obras criadas pelos usuários

XILOMUNDO: O MUNDO POR UM OLHAR MONOCROMÁTICO

A FUNDAÇÃO SÍNDROME DE DOWN CONVIDA PARA A EXPOSIÇÃO DOS TRABALHOS DOS USUÁRIOS REALIZADOS NO ESPAÇO TEMÁTICO DO ATELIÊ NO ANO DE 2016

Por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada. Ana Mae Barbosa[1]

O espaço temático do ateliê da Fundação Síndrome de Down, que faz parte da rede de Programas do Serviço de Apoio a Vida Adulta, encerra mais um ano de atividades criativas com a exposição dos trabalhos realizados no ano de 2016.

Durante esse ano, foi a exposição do fotógrafo Sebastião Salgado, intitulada “Gênesis”, cediada pelo Sesc-Campinas que norteou os trabalhos dos usuários no ateliê. Os usuários, primeiramente, apreciaram as imagens do fotógrafo, estudaram sua história e sua obra e apreenderam curiosidades e informações sobre a obra de Sebastião. Após a visita, iniciamos uma discussões sobre a vida e obra do artista, assim como sobre a técnica da fotografia. Nessas conversas os usuários foram compreendendo diversas conceitos: (1) a diferença entre a fotografia digital (atual) e a analógica (que utiliza filmes e processo químico de revelação); (2) a opção pela fotografia em preto e branco (P/B) feita pelo fotógrafo que não se dá pela falta de recurso da câmera colorida, como no caso das fotos antigas, mas sim por uma questão de estilo; (3) e o conceito de monocromático que existe nas obras de Salgado.

E o que é monocromático?

Monocromático significa aquele que apresenta apenas uma cor. Mas como a foto preto e branca pode ser monocromática? Na verdade, a foto impressa utiliza apenas uma cor durante a impressão, a cor preta. A intensidade de preto impressa sobre o papel branco é que escurece ou clareai a cor, definindo os direfentes tons de cinza da fotografia P/B. Assim, o trabalho de Sebastião é monocromático. A partir desse conceito, iniciamos a criação do ateliê realizando pinturas, desenhos monotipias e, enfim, xilogravuras, monocromáticas usando preto e nuances de cinza.

[1]    Ana Mae Barbosa: pesquisadora que realizou importantes estudos da história do ensino da arte no Brasil e, denfendendo a arte como conhecimento, difundiu métodos e conceitos em arte educação (ensino da arte). O trecho acima foi retirado de “Inquietações e mudanças no ensino da arte”. São Paulo: Cortez, 2002, p.18.

O que é a xilogravura?

A palavra xilo significa madeira, então, xilogravura significa gravura feita a partir da madeira. Isso significa que os usuários, utilizando ferramentas chamada goivas (pequenas “facas” com corte em diferentes formatos), realizaram o entalhe da madeira que resultaram em baixos relevos criando uma matriz. Posteriormente, como um carimbo, a madeira é pintada com tinta preta (mais tradicionalmente utilizada na xilogravura) e carimbada no papel. Assim, a obra final não são as matrizes esculpidas, mas sim as impressões realizadas com essas no suporte de papel. A união dos conceitos Monocromático e da técnica Xilogravura originaram o nome da exposição XILOMUNDO: O MUNDO POR UM OLHAR MONOCROMÁTICO,  elaborada pelos participantes do ateliê.

Qual a importância da exposição?

A arte é uma forma de comunicação. Ao criar, meu desejo, consciente ou inconsciente, é de comunicar algo através de uma técnica artística. No entanto, para que essa comunicação ocorra, é preciso haver um observador. Assim, de nada adianta ensaiar uma peça, criar uma coreografia, pintar uma obra se essa nunca se encontrar com um público. Esse é o significado máximo da exposição.

É importante salientar que os usuários participaram que todas as etapas do processo de elaboração e execução da exposição. Isso possibilita pensar e significar a prática criativa de cada um e coletiva. Ao nomear uma obra, por exemplo, se a pessoa desenhou uma casa, é preciso pensar que casa é essa, o que a pessoa quis comunicar com essa casa, como ela quer nomeá-la e esse processo de imaginação e significação altera a realidade, ou seja, modifica o sentido da casa real, da ideia inicial, do sentimento estimulado que a inspirou durante o processo de criação. Isso constitui a produção de cultura pelo olhar das pessoas que frequentam o ateliê.

Os usuários escolheram o nome dessa exposição a partir de uma chuva de ideias, realizaram as fichas técnicas e definiram o local de cada obra com a mediação e curadoria da arte educadora responsável pelo espaço do ateliê, Agda Brigatto. Assim, a exposição é símbolo de protagonismo dos usuários participantes de todo esse processo de criação.

Venha conferir  e apreciar nosso trabalho!

 

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO

QUANDO? 02/12/2016

ONDE? FUNDAÇÃO SÍNDROME DE DOWN

HORÁRIO? 18H30

DURAÇÃO? A EXPOSIÇÃO FICARÁ ABERTA DE 02/12 À 19/01/2017

 

AUTORES DAS OBRAS: Caetano Vilas Boas Rodrigues, Felipe Taddeo de Lima Campos, Frank Rodrigues Caron, Gabriel Mantey  Ghani, Ivanete Gozzi, Julio Cesar Dias De Alvarenga, Leticia Scagliusi Novaski, Luis Gustavo  Vicentim Toledo, Mayara Cristina Zanini, Michael Athaide Hoffmann, Monica Dayane Tura, Ricardo Gonçalves do Carmo Júnior, Samuel Davi Almada Satti da Silva, Tarso Dimas Fernandes de Toledo e Vitor Falcone Von Atzingen.

1º Fórum Bem Vindo ao Meu Mundo

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CONVITE
“1º FÓRUM BEM VINDO AO MEU MUNDO”

FAMÍLIAS, EMPRESAS, COLEGAS E DEMAIS INTERESSADOS, GOSTARIAMOS DE CONVIDAR VOCÊS PARA O NOSSO EVENTO DA FUNDAÇÃO SÍNDROME DE DOWN. VENHA CONHECER UM POUCO DA NOSSA PARTICIPAÇÃO NO MUNDO DO TRABALHO ONDE IREMOS MOSTRAR O NOSSO DIA A DIA, A NOSSA CAPACIDADE DE APRENDIZADO NO MERCADO DE TRABALHO, O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E SÍNDROME DE DOWN DE TRABALHAR E GANHAR UM SALÁRIO.

NÓS QUEREMOS MOSTRAR QUE A GENTE PODE SER O QUE A GENTE QUISER, É SÓ ACREDITAR NOS NOSSOS SONHOS E TER CAPACIDADE PARA REALIZAR E ALCANÇAR NOSSO LUGAR AO SOL.

Nachos do Bem!!

Restaurante El Tambo promove semana beneficente de 18 a 31/07

A Fundação Síndrome de Down foi escolhida pelo restaurante El Tambo, para ser uma das entidades beneficiadas pela iniciativa Nachos do Bem! A ação consiste em reverter o valor da venda de nachos em melhorias na instituição. A meta da diretoria, conselheiros, profissionais, famílias e usuários é vender no mínimo 300 convites, no valor de R$25,00 cada.

Os convites poderão ser usados em um dos restaurantes do grupo de 18 a 31/07.

Um dos locais que precisamos restaurar é o quiosque, cuja reforma custa em torno de R$10.000,00, além da recepção, fachada e salas de atendimento que precisam de pintura.

Uma instituição é composta pelo coletivo e não sobrevive se uma das partes não estiver envolvida e disposta a fazer a diferença. Contamos com o evolvimento de todos (diretoria, famílias, profissionais, usuários, empresas parceiras, etc) que conhecem o trabalho realizado pela Fundação.

Os convites estão a venda na Fundação!!!

Fundação Síndrome de Down abre vagas para Curso de Iniciação ao Trabalho

 Primeira turma de 2016 já está formada e apta para começar a trabalhar

A Fundação Síndrome de Down, de Campinas, está com vagas abertas para a segunda turma de 2016 do Curso de Iniciação ao Trabalho (CIT), pioneiro em Campinas e que já empregou 100 usuários. As aulas começam em junho e, por meio de práticas e teorias, formam jovens com deficiência intelectual acima de 17 anos para o primeiro contato com o mercado de trabalho. São oferecidas 12 vagas e as inscrições podem ser feitas até o próximo dia 25 de maio na instituição ou pelo telefone (19) 3790.2818. O curso é gratuito.

Dividido em quatro módulos (Quero trabalhar, por onde começo?; O que é mercado de trabalho?; Compreendendo o ambiente laboral e Ampliando conhecimentos), com encontros três vezes por semana, o novo modelo implementado este ano traz importantes reflexões e vivências relacionadas à sondagem de interesses e desejos, expectativas sobre o trabalho, etiqueta empresarial e comportamento nas redes sociais, entre outros aspectos comuns ao cotidiano profissional. As aulas do CIT acontecem de segunda, quarta e sexta-feira, das 13h às 16h, na Fundação. 

O objetivo do curso é atender as necessidades e minimizar as dificuldades do primeiro contato com o mercado de trabalho. Os alunos recebem toda orientação necessária para iniciarem uma vida profissional e assim garantirem mais autonomia e independência”, explica Paula Chagas, assessora ao mercado de trabalho da Fundação Síndrome de Down. Para complementar a grade do CIT, a instituição promoverá o Foco no Trabalho, iniciativa para trazer profissionais de diversas áreas para abordar e conversar com os usuários sobre temas relacionados à profissão e ao mercado de trabalho.

Prontos para trabalhar 

A primeira turma do CIT 2016, concluída em abril, formou oito usuários e agora eles estão preparados para ingressar na segunda etapa do projeto que inclui a vivência prática profissional em uma empresa, indústria ou comércio. Para isto, a Fundação Síndrome de Down está em busca de parceiros. “Oferecemos todo suporte e acompanhamento relacionados aos tópicos da lei de cotas e ferramentas para o processo de inclusão da pessoa com deficiência na empresa. Estamos com pessoal disposto e apto à trabalhar. A contratação de pessoas com deficiência gera mais independência e responsabilidade e traz, sem dúvidas, muitos benefícios para quem divide as atividades de trabalho com elas e para o ambiente como um todo”, destaca Paula. Para empresas, comércios e indústrias interessadas, entrar em contato com a Fundação Síndrome de Down pelo (19) 3790.2818.

Sucesso na implementação da nova Lei Brasileira de Inclusão depende da sociedade, defende Fundação Síndrome de Down

FSD-362Órgãos públicos e famílias precisam se posicionar com empenho para efetivar a lei

O maior desafio da nova Lei Brasileira de Inclusão, em vigor desde janeiro deste ano, será a sociedade, de acordo com Lenir Santos, vice-presidente da Fundação Síndrome de Down, localizada em Campinas. Para ela, a lei está de acordo com a Convenção Internacional da ONU e por isso constitui em um grande avanço, porém, para que as resoluções tragam benefícios concretos às pessoas com deficiência, é preciso que haja uma mudança no comportamento e pensamento da comunidade. Lenir acredita que “o importante agora é a sociedade se modificar para o cumprimento da lei, tanto quanto os órgãos públicos e as famílias, uma vez que nem sempre as leis se tornam realidade”.

Para a coordenadora geral da Fundação Síndrome de Down, Carolina Freire de Carvalho, a falta de informação e conhecimento ainda é o maior obstáculo para as famílias. “A gente sempre faz palestras, bate-papos aqui na Fundação porque boa parte das famílias não conhece os seus direitos e isso é um obstáculo comum para a lei se fazer valer”, aponta. A lei brasileira de inclusão – lei 13.146, de 2015, recentemente editada, é um avanço na conquista de direitos das pessoas com deficiências. No Congresso Nacional desde 2009, foi sancionada e publicada em 2015 e entrou em vigor em janeiro de 2016.

O texto traz mudanças que precisam ser incorporadas nas políticas públicas brasileiras, pela sociedade em geral, pelas escolas, pela área da saúde, poder judiciário etc. “É imprescindível, para efetivação da lei, que estas instituições estejam preparadas e dispostas para receber a pessoa com deficiência e entendê-la como parte integrante e agente”, destaca a coordenadora.

A lei trata de várias questões como a escola inclusiva, que deve de fato ser uma escola para todos, capaz de atender às necessidades diversas das pessoas para a garantia de seu direito de estar na instituição de ensino e lá desenvolver seu conhecimento; o direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não discriminação; o direito ao acesso a serviços de habilitação e reabilitação; direito à moradia digna; direito ao trabalho; acessibilidade e transporte adequado; direito à participação na vida pública e política e direito a contrair matrimônio.

“A lei traz avanços como a mudança do conceito das pessoas com deficiência tratadas como doentes tanto que antes se usava o código de doenças do Código Internacional de doenças para classificá-las. Hoje isso se dá conforme a capacidade das pessoas. Outro destaque é a curatela ser apenas para as graves situações de impossibilidade de a pessoa tomar suas próprias decisões precisando ser interditadas”, esclarece Lenir Santos.

A tomada de decisão apoiada passa a ser uma escolha da pessoa superando a obrigatoriedade da interdição. “É um avanço por permitir à pessoa com deficiência eleger duas pessoas idôneas para prestar-lhe apoio na tomada decisão sobre atos de sua vida civil. Essa é uma escolha da pessoa com deficiência e supera a necessidade de curatela quando a pessoa tiver essa capacidade de decisão. Isso é um avanço ímpar”, defende Lenir.

De acordo com ela, ainda há uma questão que merece ser discutida: o direito de receber pensão por morte de seus responsáveis ao mesmo tempo em que exerce o trabalho. “A proposta de reduzir a pensão nesse período em 30% ficou em aberto e será objeto de cada legislação específica referente aos servidores públicos e da previdência privada”, explica.