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“Estamos correndo atrás de nossos sonhos e não deixamos ninguém para trás”

Discriminação, baixas expectativas, barreiras de atitude e exclusão ainda são vivências comuns em suas rotinas, fazendo com que muitas pessoas com Síndrome de Down e deficiência intelectual sejam deixadas para trás.

Ao longo dos últimos anos, um grupo de adultos da Fundação Síndrome de Down, participantes do Grupo Mundo do Trabalho, vem refletindo sobre suas trajetórias, lutando para conscientizar a sociedade sobre as potencialidades das pessoas com deficiência intelectual, dar visibilidade às suas conquistas e garantir o acesso a uma vida plena em todos os espaços sociais.

Neste ano, como parte das ações de conscientização da luta das pessoas com  síndrome de Down será realizado no dia 16 de março o evento “Estamos Correndo Atrás De Nossos Sonhos e Não Deixamos Ninguém Para Trás” que contará com a presença de 25 jovens/adultos que se responsabilizarão pelo planejamento e execução de palestras relacionadas às batalhas enfrentadas ao longo dos anos para a garantia de direitos como educação e trabalho.

Acreditando que todas as pessoas devem ter oportunidades para viverem e serem incluídas em igualdade de condições em todas as esferas da sociedade com os devidos apoios necessários, este grupo compartilhará no evento suas experiências para promover mudanças na sociedade, demonstrando, através de suas narrativas, como as atitudes negativas e a falta de conhecimento sobre o potencial das pessoas com deficiência intelectual e síndrome de Down podem fazer com que muitos sejam deixados para trás e como informação, respeito, apoio e oportunidade fazem toda a diferença no processo de construção de uma sociedade inclusiva.

Jovens com Síndrome de Down lideram evento sobre inclusão no mercado de trabalho

(Por Ariany Ferraz)

Encontro dá visibilidade através dos relatos de trajetórias, desafios e superação

Sorridente e com brilho no olhar, Bianca Faria convida diversos jovens a subir no palco. Cheios de energia, motivados e com muitas histórias para contar, eles dão início ao II Encontro Bem-vindo ao Meu Mundo, realizado na Fundação Síndrome de Down (FSD) em Campinas. Emocionados por ter a voz e a vez de poder compartilhar suas experiências e expectativas, os jovens foram os personagens principais do evento que evidenciou o protagonismo de seus pares e marcou o início das atividades relacionadas ao dia 21 de março, em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down. O encontro contou com participação de entidades como o CEESD – Centro de Educação Especial Síndrome de Down (CEESD), da Associação para o Desenvolvimento Integral do Down (ADID) e Instituto Carpe Diem. FSD e CEESD são entidades parceiras da Fundação FEAC que recebem apoio institucional através de um novo modelo de investimento no âmbito do Programa MOB – Mobilização pela Autonomia.

Com o tema “Nós temos direitos de Ser respeitados e Felizes” o evento chegou em sua segunda edição, repetindo o modelo de sucesso da iniciativa que tem os usuários da FSD, participantes do Projeto Grupo Mundo do trabalho, à frente do encontro. Foram eles que decidiram organizar um dia especial para que pudessem contar suas vivências e trajetórias de vida e preparam tudo, desde a proposta inicial, elaboração de convites, busca de apoiadores, divulgação, definição das palestras, apresentações e atividades de apoio. “Eu acho fantástico, pois mostra a autonomia que eles passam a ter efetivamente”, afirmou Cláudio José Nascimento, presidente da Fundação.

O auditório lotado teve a oportunidade de experienciar o olhar de quem convive com a deficiência intelectual e vivencia na pele todos os desafios do crescimento profissional, desde os estudos até chegar ao mercado de trabalho. Com o apoio da assessora ao mercado de trabalho da Fundação Síndrome de Down, Paula Chagas, os participantes da mesa “Voltando a estudar: como estamos lidando com as exigências das empresas para crescermos na nossa carreira” relataram o histórico de vivências na escola, desde conquistas, como o bom desempenho nas matérias, e barreiras encontradas, como as dificuldades com os conteúdos, situações de bullying e o suporte recebido em situações assim. Em todas as histórias um ponto em comum, nada que não pudesse ser superado com a ajuda dos professores, colegas e, principalmente, da família. Luis Gustavo Vicentin, 20 anos, participante da mesa, deixou claro: “o apoio da família é fundamental”.

Os estudos e o caminho para o trabalho fazem parte da construção de uma identidade adulta e um passo importante para a independência. A reflexão evidencia que é preciso eliminar as barreiras na sociedade para que possam efetivamente estar incluídos, tanto no mercado de trabalho quanto no convívio social. Giovanna Marcondes, 21 anos, contou que não queria ficar em casa sem fazer nada e que queria abrir a mente. Hoje ela faz supletivo e um curso de massoterapia. “Eles são pessoas maravilhosas, carinhosas, inteligentes, que conseguem fazer tudo e só precisam de um pouco mais de apoio e muito amor, isso vai fazer diferença na sociedade”, observou Márcia Marcondes, mãe da Giovanna.

Aceitar limitações e abraçar capacidades

A FSD se preocupa muito com a inclusão da pessoa com síndrome de down dentro da sociedade “e chega uma determinada faixa etária que a melhor inclusão é através do emprego”, avalia Cláudio.  Além da realização profissional, a inclusão promove a participação na sociedade e gera autonomia. “Quando estive desempregada fiquei muito mal, eu ficava em casa vendo receita no computador e pensava: – isso não é para mim! Hoje estou trabalhando, namorando e muito melhor! ”, comentou entusiasmada Simone Cristina, 30 anos. Seu relato marcou a dinâmica da mesa “Perdi, mas conquistei: enfrentando desafios de voltar ao mercado de trabalho”. Na ocasião pontos como evolução após a escola, dilemas sobre recolocação profissional, qualificação e expectativas para o futuro foram os eixos trabalhados.

Caio Zanzine, 29 anos, veio de São Paulo, da ADID. Ele trabalhou com atendimento ao público na Pizza Hut, estudou no Senac e logo depois foi trabalhar em outra unidade da mesma instituição sendo Assistente de Gerente por 6 anos. “Com o trabalho eu venci os obstáculos na vida. Eu me sinto muito feliz agora”, disse. Em um novo momento, hoje ele está trabalhando na KidZania e conta que está no “melhor emprego da sua vida” pois adora crianças. Além de trabalhar, está estudando e faz Krav Maga. “Meu maior sonho é escrever um livro e ter mais autonomia”, completou Caio.

A inserção das pessoas com síndrome de down no mercado de trabalho é muito importante para que possam ser produtivos como todos os demais cidadãos. “É se sentir útil: uma pessoa que se integra socialmente como cidadão. Para meu filho foi fundamental para se desenvolver, ele amadureceu muito depois que começou a trabalhar e ficou muito mais feliz, pela autonomia, pelo salário e a responsabilidade”, relatou Marivone Zanzini, mãe do Caio.

Todos deixaram mensagens para incentivar outros colegas com deficiência intelectual que ainda não trabalham, fazendo convite a se empenharem e buscarem oportunidades. “O mais importante desse momento é eles poderem ter o espaço de fala e de escuta; e o evento vem contribuir para isso”, destacou Juliana Barica Righini, assistente social do Instituto Carpe Diem, que também trabalha com a empregabilidade em seus programas.

Mundo do Trabalho

Gerador de reflexões importantes, o Projeto Grupo Mundo do Trabalho surgiu em 2016 para oferecer um espaço qualificado que reúne jovens adultos com deficiência intelectual. A iniciativa promove o debate sobre o mundo do trabalho potencializando projetos de vida e gerando empregabilidade. O grupo ganhou proporções maiores e foi além, gerando a produção de conhecimento e autoconhecimento, abordando também questões de identidade, participação e conhecimento de seus direitos e deveres.

O desafio para estarem bem colocados no mercado de trabalho vai além de aumentar a participação com a inserção, mas também capacitar esses jovens e melhorar a qualificação dos trabalhos oferecidos pelas empresas, levando em consideração as potencialidades e não as incapacidades, pois muitas vezes são subestimados.

A Fundação tem um trabalho intenso de buscar oportunidades para que eles possam ser inseridos. O Serviço de Formação e Inclusão no Mercado de Trabalho prepara, desde 1999, as pessoas por meio de quatro programas: Curso de Iniciação ao Trabalho, Vivência Prática Profissional, Contratação CLT e Sócio Laboral. O primeiro curso trabalha questões iniciais relacionadas ao primeiro contato com o mercado de trabalho. Na etapa seguinte o “Vivência Prática Profissional” realiza o acompanhamento no período de estágio nas empresas. O terceiro passo é a Contratação CLT que atende necessidades das empresas mediando a inclusão formal. O último e quarto programa “Sócio Laboral”, realiza um acompanhamento extensivo em empresas parceiras da Fundação Síndrome de Down.

“Temos a preocupação de que a empresa esteja preparada, fazemos o trabalho de conscientização, para mostrar que essa pessoa tem algumas limitações, mas tem muito mais potenciais e isso precisa ser mostrado para essa equipe. O sucesso no trabalho não depende somente deles, mas daqueles que estão os recebendo e de que maneira eles vão poder ajudá-los”, concluiu Cláudio.

Para Regiane Fayan, líder do Programa Mobilização para Autonomia, as organizações da sociedade civil de Campinas que atendem as pessoas com síndrome de Down têm se dedicado em ações para a inclusão de seus atendidos no mercado de trabalho. “As ações envolvem as empresas, as pessoas com deficiência, a família e a sociedade. Dar visibilidade, apoio e promover ações para romper com os estigmas são essenciais para que haja uma efetiva inclusão”, conclui Regiane.

“Nós temos direitos de Ser respeitados e Felizes”

Ainda, no final do evento, foi discutida a questão do preconceito e dos estigmas vivenciados pelos jovens. Emocionados e indignados, narraram situações de preconceito, bullying e de como fizeram para enfrentar esses desafios. “Quando eu vou para academia, passo na rua e as pessoas me olham torto. Eu também sou cidadã. Precisa acabar com o preconceito!”, contou Mariana Amato.

Sobre o Programa MOB

O Programa Mobilização para Autonomia (MOB) é uma iniciativa da Fundação FEAC que investe em soluções com o objetivo de assegurar a inclusão efetiva das pessoas com deficiência. Se dedica a romper barreiras para que as pessoas com deficiência possam participar da sociedade e exercer plenamente seus direitos.

Mais informações:
Fundação Síndrome de Down – www.fsdown.org.br
Sobre os programas de empregabilidade:
http://www.fsdown.org.br/o-que-fazemos/formacao-e-insercao-no-mercado-de-trabalho/
Centro de Educação Especial Síndrome de Down – www.ceesd.org.br

Fonte: https://www.feac.org.br/jovens-com-sindrome-de-down-lideram-evento-sobre-inclusao-no-mercado-de-trabalho/

Impactos de contratações de pessoas com deficiência intelectual no ambiente corporativo

O objetivo deste evento é compartilhar experiências, impactos e desafios enfrentados na contratação de pessoas com deficiência intelectual, com base na pesquisa “O valor que os colaboradores com síndrome de Down podem agregar às organizações”, realizada pela consultoria McKinsey & Company para o projeto Outro Olhar, do Instituto Alana. 

Pretende-se abordar as seguintes áreas destacadas na pesquisa: melhor administração de conflito, desenvolvimento de sentimentos de empatia, maior tolerância e paciência, desenvolvimento de estabilidade emocional em ambientes sob pressão, motivação, cultura e clima organizacional.

Público alvo: profissionais de Recursos Humanos, pessoas com deficiência, familiares e interessados na temática.

1º Fórum Bem Vindo ao Meu Mundo

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CONVITE
“1º FÓRUM BEM VINDO AO MEU MUNDO”

FAMÍLIAS, EMPRESAS, COLEGAS E DEMAIS INTERESSADOS, GOSTARIAMOS DE CONVIDAR VOCÊS PARA O NOSSO EVENTO DA FUNDAÇÃO SÍNDROME DE DOWN. VENHA CONHECER UM POUCO DA NOSSA PARTICIPAÇÃO NO MUNDO DO TRABALHO ONDE IREMOS MOSTRAR O NOSSO DIA A DIA, A NOSSA CAPACIDADE DE APRENDIZADO NO MERCADO DE TRABALHO, O DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E SÍNDROME DE DOWN DE TRABALHAR E GANHAR UM SALÁRIO.

NÓS QUEREMOS MOSTRAR QUE A GENTE PODE SER O QUE A GENTE QUISER, É SÓ ACREDITAR NOS NOSSOS SONHOS E TER CAPACIDADE PARA REALIZAR E ALCANÇAR NOSSO LUGAR AO SOL.

Lançamento Banco de Currículos e Vagas

A Fundação Síndrome de Down convida a todos para o evento de lançamento do Banco de Currículos e Vagas  para candidatos com deficiência e empresas .

A ferramenta é gratuita e pretende facilitar o contato entre empresas e pessoas com deficiência, assim como aumentar as chances de colocação profissional.

Este site é um produto do projeto de expansão do Serviço de Formação e Inclusão no Mercado de Trabalho, financiado pelo Pronas/Ministério da Saúde.

Dia: 21 de julho

Horário: 09h00 às 12h00

Confirmar presença até 29/07 através do e-mail admpronas@fsdown.org.br

 

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Fundação Síndrome de Down abre vagas para Curso de Iniciação ao Trabalho

 Primeira turma de 2016 já está formada e apta para começar a trabalhar

A Fundação Síndrome de Down, de Campinas, está com vagas abertas para a segunda turma de 2016 do Curso de Iniciação ao Trabalho (CIT), pioneiro em Campinas e que já empregou 100 usuários. As aulas começam em junho e, por meio de práticas e teorias, formam jovens com deficiência intelectual acima de 17 anos para o primeiro contato com o mercado de trabalho. São oferecidas 12 vagas e as inscrições podem ser feitas até o próximo dia 25 de maio na instituição ou pelo telefone (19) 3790.2818. O curso é gratuito.

Dividido em quatro módulos (Quero trabalhar, por onde começo?; O que é mercado de trabalho?; Compreendendo o ambiente laboral e Ampliando conhecimentos), com encontros três vezes por semana, o novo modelo implementado este ano traz importantes reflexões e vivências relacionadas à sondagem de interesses e desejos, expectativas sobre o trabalho, etiqueta empresarial e comportamento nas redes sociais, entre outros aspectos comuns ao cotidiano profissional. As aulas do CIT acontecem de segunda, quarta e sexta-feira, das 13h às 16h, na Fundação. 

O objetivo do curso é atender as necessidades e minimizar as dificuldades do primeiro contato com o mercado de trabalho. Os alunos recebem toda orientação necessária para iniciarem uma vida profissional e assim garantirem mais autonomia e independência”, explica Paula Chagas, assessora ao mercado de trabalho da Fundação Síndrome de Down. Para complementar a grade do CIT, a instituição promoverá o Foco no Trabalho, iniciativa para trazer profissionais de diversas áreas para abordar e conversar com os usuários sobre temas relacionados à profissão e ao mercado de trabalho.

Prontos para trabalhar 

A primeira turma do CIT 2016, concluída em abril, formou oito usuários e agora eles estão preparados para ingressar na segunda etapa do projeto que inclui a vivência prática profissional em uma empresa, indústria ou comércio. Para isto, a Fundação Síndrome de Down está em busca de parceiros. “Oferecemos todo suporte e acompanhamento relacionados aos tópicos da lei de cotas e ferramentas para o processo de inclusão da pessoa com deficiência na empresa. Estamos com pessoal disposto e apto à trabalhar. A contratação de pessoas com deficiência gera mais independência e responsabilidade e traz, sem dúvidas, muitos benefícios para quem divide as atividades de trabalho com elas e para o ambiente como um todo”, destaca Paula. Para empresas, comércios e indústrias interessadas, entrar em contato com a Fundação Síndrome de Down pelo (19) 3790.2818.

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Fundação Síndrome de Down faz palestra sobre inclusão na Catho Empresas

post_semana_pcd_fb2Uma das maiores empresas de recrutamento de pessoas online, a Catho, convidou a Fundação Síndrome de Down, entidade de referência no país no acompanhamento de pessoas com deficiência intelectual e um das pioneiras na inclusão no mercado de trabalho, para uma palestra online a respeito do processo de contratação de pessoas com deficiência por grandes empresas.

O convite surge como parte da programação da Semana da Inclusão de Pessoas com Deficiência ao Mercado de Trabalho realizada pelo site. O evento é online e gratuito, com uma série de palestras, discussões e conteúdos sobre o mercado de trabalho para pessoas com deficiência.

Paula Chagas, assessora ao mercado de trabalho da Fundação Síndrome de Down, fará sua palestra no dia 7 de março, às 15h, a respeito do programa de inclusão que forma pessoas há mais de 15 anos. Paula é formada em História com especialização em desenvolvimento potencial humano.

O público-alvo do evento são funcionários de recursos humanos de empresas, o que pode trazer novos parceiros para a entidade.

Mais informações: http://www.catho.com.br/empresas/semana-inclusao-pcd/